07/10/2013

Limite do FGTS abrange 77% das ofertas

 ...em São Paulo; veja onde estão


O número dos imóveis residenciais novos à venda na cidade de São Paulo dentro do teto do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) cresceu 35% com a correção do limite para R$ 750 mil.
Agora 14.696 das 19.209 unidades em estoque na capital paulista fazem parte do novo teto --ante as 10.898 antes da correção, anunciada na segunda-feira.
O SFH permite o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e oferece juros menores e limitados a 12% ao ano no financiamento para compra e construção do imóvel. Acima dele, os juros são livremente praticados pelo mercado.
Zé Carlos Barreta/Folhapress
Operários em obra de edifício no Tatuapé, na zona leste de São Paulo
Operários em obra de edifício no Tatuapé, na zona leste de SP
Com a correção, 76,5% do total lançado de janeiro de 2010 a setembro deste ano e ainda não vendido na capital paulista fica abaixo do novo teto do SFH, segundo levantamento da Folha com base em dados da empresa de pesquisas Geoimovel Tecnologia Imobiliária.
Na categoria, entram os imóveis prontos, em construção na planta.
O limite, que era de R$ 500 mil, foi elevado em 50% em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, onde o preço dos imóveis é mais alto, o que atende ao pleito do mercado. Nos demais Estados, passou para R$ 650 mil.
A última alta ocorrera em março de 2009, quando o valor foi de R$ 350 mil para R$ 500 mil em todo o país. O novo teto é válido para as operações realizadas a partir de 30 de setembro.
Segundo a assessoria da Caixa, quem obteve um financiamento imobiliário de R$ 500 mil a R$ 750 mil anterior a essa data ficará fora das regras do SFH, mesmo em caso de portabilidade da dívida.
ONDE ESTÃO
A maioria dos imóveis à venda com preço de R$ 500 mil a R$ 750 mil São Paulo ficam em bairros de alto padrão ou perto do metrô em regiões próximas ao centro e têm pelo menos dois quartos.
Os líderes em oferta são o Itaim Bibi (zona oeste), com um dos metros quadrados mais caros da cidade, Saúde (zona sul), Vila Andrade (zona oeste), Jabaquara (zona sul) e Mooca, na zona leste.
Na faixa abaixo de R$ 500 mil, a Vila Andrade, na região do Morumbi (zona oeste), lidera com folga entre os bairros com mais estoque.
A alta não deve fazer o consumidor comprar um imóvel por impulso. Se for uma unidade na planta, a valorização do bem poderá deixá-lo fora do teto na hora do financiamento, pois é preciso esperar a obra ficar pronta até iniciar o financiamento.
Para ficar dentro do limite, uma dica é evitar imóveis com valor próximo de R$ 750 mil ou centrar a procura em outros já entregues.
Para construtoras e imobiliárias, não haverá alta nos preços dos imóveis com a correção do limite, mas é importante ficar atento, afirmam associações de mutuários e profissionais do setor.
Editoria de Arte/Folhapress
Editoria de Arte/Folhapress


06/10/2013 - 01h30
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DANIEL VASQUES
DE SÃO PAULO

Mercado de imóveis novos em São Paulo

... continua forte

Lançamentos e vendas voltaram a surpreender em agosto, conforme Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário 
Mercado de imóveis novos em São Paulo continua forte
A cidade de São Paulo registrou a venda de 3.464 unidades no oitavo mês de 2013, o terceiro maior volume considerando apenas os meses de agosto da série histórica da Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário, que teve sua metodologia modificada em janeiro de 2004. Os outros anos foram 2008 e 2009, com 4.146 e 3.578 unidades, respectivamente.
Em relação à quantidade de imóveis comercializados no mesmo mês do ano anterior, houve crescimento de 86,2% (1.860 unidades). Comparado a julho de 2013, a variação foi de 106,9% (1.674 imóveis).
Já o valor negociado, medido pelo VGV (Valor Global de Vendas) atualizado pelo INCC-DI, atingiu no mês R$ 1.552,3 milhões, volume 80,4% superior ao registrado em julho, de R$ 860,6 milhões, e 47,0% maior que o apurado em agosto de 2012 (R$ 1.055,7 milhões).
O indicador VSO (Vendas Sobre Oferta), acumulado em 12 meses, continua crescendo ao longo do ano e atingiu 67,4% no oitavo mês de 2013.
De acordo com a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudo de Patrimônio), os lançamentos no mês totalizaram 2.875 unidades, alta de 104,9% (1.403 unidades) comparado a julho deste ano e de 38,4% (2.078 unidades) diante de agosto de 2012.
Acumulado no ano – Desde o inicio do ano até agosto, a Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário registrou a venda de 22.638 unidades, volume 45,8% superior ao mesmo período de 2012, quando foram negociados 15.530 imóveis. Vale destacar o segmento de 2 dormitórios, com 44,4% (10.048 unidades) do total comercializado nesses oito meses de 2013.
Até agosto, os lançamentos totalizaram 18.261 unidades, com aumento de 39,1% em relação ao mesmo período do ano passado (13.127 unidades).
Em valores, o volume foi de R$ 13,2 bilhões, com crescimento de 53,6% em relação ao ano passado (R$ 8,6 bilhões).
Considerações – O mercado imobiliário manteve bom desempenho em agosto, demonstrando que as empresas superaram o momento de ajuste detectado nos últimos dois anos. As vendas atingiram níveis superiores aos dos últimos quatros anos.
“A explicação para o bom momento são os lançamentos de produtos que atendem à demanda por novas moradias e com valores que cabem no bolso do consumidor”, avalia o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes.
“O acesso ao crédito imobiliário, o crescimento do PIB no segundo trimestre de 2013, a taxa de desocupação de 5,3% em agosto, aliada ao aumento da renda média do brasileiro e ao bônus demográfico que insere milhares de pessoas na demanda por moradia, são fatores que contribuem para embasar os números apurados pela pesquisa”, complementa Bernardes.
02/10/2013

06/10/2013

Confira 20 questões do FGTS

 ...para a compra de móveis

O governo anunciou na última segunda-feira (30) que vai elevar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o valor máximo dos imóveis que o trabalhador pode comprar utilizando seu saldo do FGTS. A medida vale tanto para pagamentos à vista como financiado dentro do SFH (Sistema Financeiro da Habitação).
A medida inicialmente vai valer para alguns Estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e o Distrito Federal. Nos outros Estados, o valor máximo passará para R$ 650 mil.
Confira as respostas dos advogados Marcelo José Lomba Valença, do Aidar SBZ Advogados, e Michele Vessio Franzoso, do escritório Braga & Balaban Advogados, para as 20 dúvidas mais comuns sobre o uso do FGTS.
1. O que é o FGTS?
O FGTS é a sigla para Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Quando foi criado o SFH (Sistema Financeiro de Habitação), em meados da década de 1960, o governo federal criou duas fontes de recursos para o crédito habitacional: a vinculação da captação de poupança pelos bancos comerciais à concessão de crédito habitacional e a poupança obrigatória consistente em 8% do salário devido ao empregado, valor esse a ser recolhido pelo empregador e depositado em conta vinculada ao empregado.
2. Em que situações é possível sacar o FGTS?
Inicialmente, o empregado somente podia dispor dor recursos depositados pelo empregador na sua conta vinculada ao FGTS, quando fosse demitido ou para pagar parte do preço de aquisição de sua casa própria. Depois, com o passar dos anos o governo liberou o saque, pelo empregado, para compra de ações de empresas estatais (Banco do Brasil, Petrobras e Vale do Rio Doce, quando ainda era pública).
3. Quando posso usar o FGTS na compra de um imóvel?
A pessoa física pode utilizar o FGTS quando: a) contar com no mínimo três anos de contribuição ao FGTS;
(b) não ter nenhum financiamento imobiliário ativo no âmbito do SFH, em qualquer parte do território nacional;
(c) não ser proprietário ou ter direito a qualquer imóvel residencial (sem contar a situação em que a pessoa física seja locatária), ainda que em fase de construção, na cidade ou região metropolitana onde resida; e
(d) para construção de imóvel, ainda que o lote tenha sido financiado.
O ponto (b) é polêmico, uma vez que o regulamento não menciona a situação em que a pessoa física tenha financiamento imobiliário ativo pelo Minha Casa, Minha Vida ou pelo SFI (Sistema Financeiro Imobiliário).
4. Que imóvel posso comprar com o FGTS?
Imóvel residencial ou misto (para residência e atividades comerciais). A finalidade tem que prever a moradia do trabalhador, impossibilitando a compra de um flat como investimento, por exemplo.
5. Posso usar o FGTS para a compra de imóvel comercial?
No que se refere a imóvel comercial, desde que tal imóvel também seja utilizado para a moradia, sendo certo que do valor do FGTS a ser desembolsado será descontado proporcionalmente a parte do imóvel destinada ao comércio. No que se refere ao litoral ou ao campo, vale resposta a questão 2.
6. É possível usar o FGTS para a compra de imóvel no litoral ou no campo?
Um ponto a ser observado é que há restrição para desembolso do FGTS para as pessoas físicas comprarem imóveis em cidades limítrofes àquela em a pessoa física tenha um imóvel adquirido com recursos do FGTS. Assim sendo, se a pessoa física desembolsou o FGTS para comprar um imóvel na cidade de São Paulo, decorridos três anos, se aparecer uma oportunidade para compra de um imóvel em Itanhaém, por exemplo, a pessoa física não poderá utilizar o FGTS para comprar o imóvel na praia porque Itanhaém faz divisa com São Paulo.
7. Há custos ou cobranças de taxas no saque do FGTS?
Legalmente, não.
8. É possível usar o FGTS de mais de uma pessoa na compra de um imóvel?
É possível usar o FGTS de mais uma pessoa na compra de um imóvel desde que todas as pessoas que sacaram o FGTS constem na escritura e no registro como coproprietários do imóvel.
9. Se um casal quiser comprar um imóvel com o FGTS de ambos. O limite dobra para R$ 1,5 milhão?
Se um casal quiser comprar um imóvel com o FGTS de ambos o limite continua sendo R$ 750 mil. O limite é por imóvel e não por pessoa.
10. É possível sacar o FGTS para ajudar um familiar a comprar um imóvel?
Sim, é possível, desde que a pessoa que sacar o FGTS conste na escritura e no registro como coproprietário do imóvel.
11. É possível usar o FGTS para reformar um imóvel?
Sim, porém, é necessário contratar um construtor para apresentar um cronograma de obras, de forma que os recursos sejam liberados de acordo com o avanço das obras.
12. No caso de financiamento, posso usar o FGTS para abater a dívida?
É possível utilizar o FGTS tanto para abater o principal da dívida ou o valor das parcelas do financiamento. Tendo em vista que os financiamentos são de longo prazo, o efeito o FGTS no abatimento do principal da dívida é pouco significativo na redução do valor da prestação do financiamento. A utilização do FGTS para abatimento do valor da prestação do imóvel representa um alívio muito mais efetivo para o comprador.
13. No caso de financiamento, o FGTS vale para pagar a entrada do imóvel ou nas prestações?
É indiferente o uso do FGTS para pagar a entrada, abater o principal da dívida, ou abater o valor das prestações.
14. Quem tem dívida pode sacar o fundo?
O saque do FGTS é direcionado prioritariamente para fins habitacionais, sendo admitidas exceções casuais para compra de ações do Banco do Brasil, Petrobras, etc. Além disso o FGTS deve ser necessariamente desembolsado para o vendedor do imóvel, ao construtor do imóvel ou ao credor do financiamento imobiliário.
15. Posso usar somente parte do FGTS na compra de um imóvel?
É possível utilizar parte do FGTS para compra de imóvel e deixar um saldo remanescente na conta vinculada.
16. Como saber quando se tem de FGTS?
A Caixa Econômica Federal fornece essa informação a partir do CPF do empregado.
17. Se o imóvel comprado ultrapassar o limite para uso do FGTS, é possível sacar o fundo para amortizar a dívida depois?
Não é possível desembolsar recursos do FGTS para aquisição de imóvel acima do teto máximo de avaliação, ainda que a dívida da aquisição esteja no limite máximo. O saque do fundo é com base no imóvel e consequentemente do respectivo valor.
18. A herança de um imóvel interfere na possibilidade de uso do FGTS para a compra de uma outra residência?
Sim. Se a pessoa já tem uma casa ou apartamento, não importa como tenha obtido, não pode sacar o FGTS, salvo quando a herança ou doação vierem com uma cláusula de usufruto.
19. No caso de um divórcio, o imóvel fica registrado como um bem para o ex-cônjuge. É possível o comprador voltar a usar o FGTS para adquirir um novo apartamento?
Sim, desde que seja comprovada a titularidade do imóvel, através da escritura e matrícula.
20. Sempre vale a pena sacar o FGTS na compra de um imóvel?
Sempre e nunca são palavras que geram efeitos ao longo do tempo, que acabam por contextualizar uma situação presente. Atualmente, vale a pena utilizar o FGTS para a compra de um imóvel porque a remuneração do depósito é muito pequena se comparada aos juros do financiamento habitacional, ainda que seja Minha Casa, Minha Vida.
Fonte: advogados Marcelo José Lomba Valença, do Aidar SBZ Advogados, e Michele Vessio Franzoso, do escritório Braga & Balaban Advogados.
02/10/2013 - 03h00 
DE SÃO PAULO

São Paulo ensaia um novo boom...

 ...de venda de imóveis



O mercado imobiliário da cidade de São Paulo apresentou o terceiro melhor resultado nas vendas dos lançamentos residenciais da história para o mês de agosto.
Foram negociadas no mês 3.464 unidades novas, segundo dados obtidos pela Folha com o Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário) -alta de 86% em relação ao mesmo período do ano passado.
O volume é inferior apenas ao vendido no mês nos anos de 2008 e 2009. Na ocasião, o setor vivia um "boom" de lançamentos, posterior à abertura de capital de boa parte das incorporadoras em 2007, que injetou dinheiro no mercado.
A pesquisa com a atual metodologia começou em 2004.
No acumulado do ano, as vendas subiram 46% em relação ao mesmo período de 2012. O resultado foi puxado pelo segmento de um dormitório, nicho de investidores, que apresenta neste ano recorde histórico nas vendas.
O total comercializado até agosto de imóveis de um quarto (5.601 unidades) supera os números de todo o ano passado (4.202). Essas unidades compactas são um dos focos dos lançamentos em bairros de alto padrão ou próximos a centros financeiros.
Em cenário de juros mais baixos e com menor rendimento das aplicações financeiras, esse tipo de imóveis ganhou a preferência dos investidores. São um meio de garantir rentabilidade com aluguel, já que as unidades menores são locadas de forma mais rápida.
O investimento nessa tipologia ganhou força também em razão do excesso de salas comerciais lançadas nos últimos anos, outro nicho de investidores.
"Vai haver uma entrega um pouco elevada de salas no fim do ano ou até o começo do ano que vem. Isso fez com que o investidor migrasse desse produto para o imóvel de um dormitório, com uma boa relação entre custo e rentabilidade", diz Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP.
Neste ano, construtoras organizaram ações promocionais para reduzir o estoque, oferecendo descontos que em alguns casos chegavam a 30% do valor do imóvel, o que se refletiu na alta dos demais segmentos.
Nos lançamentos, houve elevação de 39% no acumulado de janeiro a agosto na comparação com o mesmo período do ano passado, para 18.261 unidades.
RECUPERAÇÃO
Uma recuperação do mercado imobiliário paulistano era esperada, já que o ano passado apresentou recuo de 27% nos lançamentos e ligeira queda nas vendas.
Ainda assim, os números surpreenderam parte do mercado, que prevê necessidade de redução no número de lançamentos para equilibrar oferta e demanda, caso os lançamentos não se reduzam logo.
"Se o setor continuar crescendo forte, em algum momento vai ter que dar um ajuste, até o final do ano ou até o começo do ano que vem", diz Bernardes. "O nível de crescimento está incompatível com o restante da economia e com o mercado imobiliário do país."
Segundo ele, o Rio cresce em ritmo menor que o de São Paulo e, nas outras cidades, há estabilidade ou decréscimo. "São Paulo se justifica por ser uma economia muito pujante, mas nem tanto."
Para Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia do SindusCon-SP (sindicato da construção), porém, não há motivo para preocupação e a única incerteza diz respeito ao Plano Diretor, em discussão na Câmara.
De acordo com ele, a renda e o volume de crédito para financiamento estão em bom nível, e a demanda por imóveis continua forte, o que leva a um crescimento "saudável" do mercado.
"Em muitas outras capitais do Brasil, a demanda caiu, mas em São Paulo continua muito forte", afirma.


Editoria de Arte/Folhapress



DANIEL VASQUES
DE SÃO PAULO

02/10/2013

Compacto de luxo

Cresce a oferta de apartamentos pequenos de alto padrão, que atraem de jovens profissionais a investidores
Quem disse que luxo é prerrogativa de apartamento grande? Para atender a uma demanda farta em São Paulo, a de jovens profissionais em boa situação financeira, crescem os lançamentos de apartamentos compactos de alto padrão.
Em geral, esses imóveis têm de 30 metros quadrados a 55 metros quadrados, são em formato estúdio (sem paredes internas) e oferecem serviços de arrumação básica, estacionamento com manobrista e, em alguns casos, posto de recarga para carros elétricos, recursos que costumam ser cobrados à parte da taxa condominial.
Para ficar com cara de hotel, um "concierge" e uma secretária trilíngue também podem fazer parte do pacote.
Em bairros nobres como Vila Madalena, Brooklin, Itaim Bibi, Vila Olímpia e Jardim Anália Franco, os compactos de alto padrão viraram nicho para investidores.
No Living Design Vila Madalena, 80% das unidades vendidas tiveram esse destino, segundo Guilherme Rossi, dono da incorporadora GR Properties. O empreendimento oferece limpeza das unidades, costura, sapataria, lavanderia, personal trainer, bufê, massagista e manicure.
Por um apartamento de 34 metros quadrados no condomínio, o administrador Marcio Prado, 36, pagou em torno de R$ 400 mil (cerca de R$ 12.000 por metro quadrado). Ele diz ter "pago caro", mas planeja recuperar o investimento alugando o imóvel. Se já estivesse pronto, afirma que pediria R$ 3.500 por mês.
"É num desses que um garoto de 22 anos quer morar; se não pode comprar, aluga."
Atribui o alto percentual de investidores à boa localização dos edifícios e à dificuldade de encontrar aplicação de renda fixa com bom retorno, em cenário de Selic (taxa básica de juros) a 8,90%, um dos menores níveis da história.
Alugando o imóvel mais à frente, o proprietário visa a garantir o pagamento da prestação com o rendimento do aluguel.
O presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Octavio de Lazari Junior, vê com entusiasmo o segmento para quem investe: "O preço de morar nessa ilhas de prosperidade é elevado, e por isso há um grande índice de investidores".

DANIEL VASQUESDE SÃO PAULO - FSP

01/10/2013

Entenda o mercado com novo limite do FGTS

A partir desta terça-feira (1º), o teto do valor imóvel sobe de R$ 500 mil para R$ 750 mil nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e no Distrito Federal.


Começou a valer, nesta terça-feira (1º), o novo limite para o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na compra da casa própria. O repórter José Roberto Burnier mostra como fica o mercado imobiliário com a mudança.
Vai ficar mais fácil? Para quem tem dinheiro do Fundo de Garantia, vai. É que o governo elevou o valor máximo dos imóveis que os interessados podem comprar, utilizando o seu saldo do FGTS, tanto para o pagamento à vista, como para fazer financiamento pelo sistema financeiro da habitação, que cobra juros mais baixos.
A partir desta terça-feira (1º), o teto do valor imóvel sobe de R$ 500 mil para R$ 750 mil nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e no Distrito Federal. Nos outros estados, o valor máximo passa para R$ 650 mil.
Alexandra tinha encontrado o apartamento ideal, mas o valor não permitia que ela usasse o FGTS. “Faz um ano que eu estou procurando. O valor está muito acima do que a gente consegue pagar. E agora com esse novo refresco, com essa oportunidade, eu vou conseguir comprar. É o que eu imagino”, afirma a relações públicas Alexandre Salomão.
O apartamento que Alexandra quer comprar tem 55 metros quadrados. Não é nada grande. E deve ficar pronto no final deste ano. A construtora está pedindo R$ 590 mil. Mas o preço que vai ser levado em consideração pelo agente financeiro na hora de liberar ou não o Fundo de Garantia não é o da construtora. E sim aquele que for estabelecido pelo avaliador do banco.
O governo atendeu a um pedido das construtoras. Como, durante a construção, os imóveis se valorizavam, muitas vezes, na hora de assinar o financiamento, o valor de mercado do imóvel já tinha ultrapassado o teto permitido para uso do FGTS.
Por outro lado, se facilita a compra, aumenta a procura. E se aumenta a procura, isso pode levar a um aumento de preço. Isso explica, em parte, o que aconteceu depois do último aumento do limite, feito em abril de 2009.
Naquela época, o valor máximo passou de R$ 350 mil para R$ 500 mil. O aumento no limite, associado ao crescimento da economia e da geração de emprego e renda, fizeram os preços subirem, de abril de 2009 a agosto de 2013, 127% na cidade de São Paulo, 177% no Rio de Janeiro e 75% em Belo Horizonte.
“Se nós analisarmos essa medida isoladamente, o impacto é de pressão dos preços, principalmente num prazo mais curto, mas a gente precisa também levar em conta as outras questões que afetam o mercado imobiliário. Eu chamo atenção em particular para o mercado de trabalho, que já não vive um momento tão brilhante como viveu nos anos recentes”, avalia o economista Eduardo Zylberstajn, coordenador do Índice FipeZap.
Edição do dia 01/10/2013
01/10/2013 21h27

Estoque de imóveis cai...

...após ações promocionais em São Paulo

 

Após uma série de ações promocionais das construtoras neste ano, a oferta de unidades na cidade de São Paulo começou a cair.
Depois de fechar 2011 e 2012 em cerca de 20 mil unidades, o estoque recuou para 16,9 mil em julho deste ano, segundo dados compilados pelo Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário).
Mesmo com a queda, o índice está acima da média anual de cerca de 18 mil imóveis, considerando o período de 2004 a julho de 2013.
Entre as ações para desovar o estoque, diversas construtoras anunciaram descontos no valor dos apartamentos e programaram dias especiais de liquidação, além de terem oferecido itens como escritura grátis.
De acordo com especialistas e entidades do mercado imobiliário, o ano passado, com queda de 27% nos lançamentos e ligeiro recuo nas vendas, foi considerado um momento de ajuste.
Além da "arrumação" diante de um mercado com excesso de lançamentos, a dificuldade de aprovação de projetos na prefeitura foi um dos motivos levantados pelo setor para explicar os números do ano passado.
Em 2013, os lançamentos voltaram a crescer. Até julho, foram lançadas cerca de 15 mil unidades, 36% a mais do que no mesmo período do ano passado.
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A alta dos lançamentos não impediu a queda na oferta de unidades, porque as vendas foram maiores e somaram 19.174 imóveis, 40% acima do que no mesmo período de 2012.
Além das ações promocionais para reduzir o estoque, a venda de apartamentos compactos de alto padrão, em geral de um dormitório, um dos nichos preferidos de investidores, respondeu por boa parte da alta.
Foram comercializadas 4.700 unidades de um dormitório de janeiro a julho, segundo dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio). O número representa um recorde histórico para essa tipologia.
Para Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, o mercado apresenta equilíbrio. "A demanda existe. Precisamos ofertar de 30 a 35 mil unidades por ano", diz.
A estimativa do setor é que sejam vendidas 35 mil unidades em 2013. Em relação aos lançamentos, o mercado espera 33 mil novos imóveis.
Se a projeção for atingida, representará uma elevação de 16% nos lançamentos e de 30% nas vendas em comparação com 2012.
Em relação ao preço do metro quadrado das unidades lançadas na capital paulista, o valor dos últimos 12 meses até julho ficou em R$ 7.900, segundo dados da Embraesp.

DANIEL VASQUES
DE SÃO PAULO